sábado, 11 de setembro de 2010

Sinto me revoltado ... porquê ?

eu explico ...
sinto me observado a toda a hora... sabem aquela coisa que se sente quando olhamos para o lado e vemos meia dúzia de pessoas a olhar para a nós a "cuspir" fogo da boca !
Acho completamente estapafúrdio, que em pleno século XXI ainda se tenha tanta ignorância e preconceito!
Hoje em dia se alguma alminha se decida revoltar perante certos e determinados assuntos (tipo religião, mais propriamente igreja cristã; homosexualidade; racismo entre outros assuntos demasiadamente integrados nas mentalidades de criaturas inanimadas sem consciência e sem ideologia alguma)têm de se sujeitar a pseudo-justiças da sociedade, como, morte por apedrejamento, queimado na fogueira, desmembrado, entre outras coisas "softs"!

Mas o que é isto !!!
Num pais(Atenção: Não estou a dizer que seja só em Portugal.) em que se devia ter outro tipo de mentalidade, em que tanto proclamou pela liberdade de expressão, em que apoia severamente que todos devemos ser tratados da mesma maneira, em que todos supostamente devemos poder dizer aquilo que pensamos ser ter medo de ser julgados, em que apoia que todos somos iguais, independentemente da nossa cor, cultura, costumes ou nacionalidade, parece que é precisamente o contrário...

Exemplos:

No metro: 'Vai para a tua terra ó preto do cara***!!!'

No autocarro: 'Que deus te caia em cima com todos os males do mundo!!!'

No cafe: Estrangeiros atendidos primeiros que os portugueses(Não nao estou a dizer para os portugueses serem atendidos em primeiro, mas sim por ordem de chegada)

...(poderia estar a relatar "carradas" de casos, mas o post ja vai longo e eu ainda não cheguei á conclusão)...

Mas o que ainda mais me espanta é quem nos representa, sim os de lá de cima como as criaturas lhe chamam. Esses que andam a passear os seus "brutos" carros acompanhados com os seus fatos de alta costura, sim esses que se apresentam no parlamento de 15 em 15 dias (e quando podem), para ver quem manda a "Boca" mais alta ou quem "cala" mais depressa quem, insultando mutuamente durante várias horas.
E, a melhor parte deste "circo" é que as tais criaturas riem-se de forma irónica e sarcástica como se percebecem "puto" do que estao a ouvir / presenciar.

Agora digam-me... acham que um pessoa se sente completamente "segura" ao falar sobre certos e determinados assuntos na rua sem "sentir comichões" e olhares restritivos e ameacadores !?

Pois eu não... parece que só me sinto confortável dentro de quatro paredes, a espreitar constantemente pelas janelas ou então encondido por detrás de um portátil!
(Que estupido!)

Mas enfim, quem sou eu !?
Não sou nenhum revolucionário!
Sou apenas uma pessoa disfarcada de criatura comum, para que assim consiga conservar estatuto algum nesta sociedade.

Um dia destes hiberno!... mas só acordo quando isto melhorar! (Vou ficar a dormir uns bons longos anos, é melhor pôr-me a soro!)



Boa tarde.

domingo, 6 de junho de 2010

Audioslave- Be yoursef

Ãh?

Hoje existem edifícios mais altos e estradas mais largas, porém temperamentos pequenos e pontos de vista mais estreitos.

Gastamos mais, porém desfrutamos menos.

Temos casas maiores, porém famílias menores.

Temos mais compromissos, porém menos tempo.

Temos mais conhecimentos, porém menos discernimento(Decisões sábias).

Temos mais remédios, porém menos saúde.

Multiplicamos bens, porém reduzimos valores humanos.

Falamos muito, amamos pouco e odiamos demais.

Chegamos à Lua, porém temos problemas para atravessar a rua e conhecer o nosso vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, porém não o interior. Temos dinheiro, porém menos moral.

Há mais liberdade, porém menos alegrias.

Será este o rumo que a sociedade irá seguir sem limites?…

Boa noite

Será o dinheiro tudo?

Com Dinheiro pode-se comprar uma casa, mas não um lar.

Com Dinheiro pode-se comprar uma cama, mas não o sono.

Com Dinheiro pode-se comprar um relógio, mas não o tempo.

Com Dinheiro pode-se comprar um livro, mas não o conhecimento.

Com Dinheiro pode-se comprar comida, mas não o apetite.

Com Dinheiro pode-se comprar posição, mas não respeito.

Com Dinheiro pode-se comprar sangue, mas não a vida.

Com Dinheiro pode-se comprar remédios, mas não a saúde.

Com Dinheiro pode-se comprar sexo, mas não o amor.

Com Dinheiro pode-se comprar pessoas, mas não amigos…

Devo continuar?

domingo, 9 de maio de 2010

Realidades???

“Há três realidades sociais - o indivíduo, a Nação, a Humanidade. Tudo mais é fictício. São ficções a Família, a Religião, a Classe. É ficção o Estado. É ficção a Civilização.
O indivíduo, a Nação, a Humanidade são realidades porque são perfeitamente definidos. Têm contorno e forma. O indivíduo é a realidade suprema porque tem um contorno material e mental — é um corpo vivo e uma alma viva.”(…) - Fernando Pessoa, 'O Eu Profundo'

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Reflexão...

Às vezes ponho-me a pensar no quão violentos e ingratos são os seres humanos... Só com uma imensa bondade para perdoar todos os erros que cometemos com as pessoas diáriamente.
Quantos corações e mentes magoamos...
Quantos sorrisos desfazemos, apenas para satisfazer a nossa vaidade...
E muitas vezes, perdemos pessoas de um tamanho valor na nossa vida, apenas por ilusões e utopias(ideia de algo ideal/imaginária) que criamos...

O que me deixa extremamente tranquilo é que um dia, mais cedo, ou mais tarde, "caímos do cavalo", então toda a verdade sobre a vida descortina dos nossos olhos, e então, temos a oportunidade de voltar e redimirmo-nos...

Assim é como me encontro actualmente...Numa fase contemplativa/reflexiva dos meus actos...Tenho muito que pedir perdão, e tenho muito a perdoar(ou simplesmente varrer da memória)...
É pena é que nem todos descobrem os seus erros e sombras em tempo hábil da redenção...
Mas aí o arrependimento ja vem tarde não é?!

O Obstáculo...

Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no meio de uma estrada.
Então, o rei escondeu-se e ficou a observar para ver se alguém tiraria a pedra do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até esbracejaram contra o rei dizendo que este não mantinha as estradas limpas, mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra do meio da estrada.
De repente, passa um camponês com uma boa carga de vegetais.

Ao aproximar-se da enome pedra no meio do caminho, pôs de lado a sua carga e tentou remover a pedra dali.
Após muita força e suor, finalmente conseguiu mover a pedra para o lado da estrada.

Então, voltou a pegar a sua carga de vegetais, mas notou que havia uma bolsa no local onde estava a pedra.
A bolsa continha muitas moedas de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.

O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendeu: "Todo o obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos a nossa condição".

Muitas vezes desviamo-nos do nosso caminho para não encarar a realidade pela sua dificuldade e com isso não só passamos o problema para outros por não termos assumido a nossa parte da responsabilidade, como também podemos estar-nos a afastar de muitas coisas boas, no mínimo a satisfação de ter realizado algo de importante.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Para todos os que passam....

Peço desculpa por não aparecer aqui desde ano passado, mas disponiblidade para me exprimir não tem sido muita!
A vontade essa sim, já transbordava, mas como qualquer ser humano tenho problemas, fobias, receios, e, por vezes a vontade de querer não basta, é preciso lutar, por elas ou contra elas!

Mas desejo desde já tudo de bom e um bom ano !!!

Valor

Será que damos “valor” às pessoas que nos rodeiam?
Quanto é que valem os nossos amigos?
Qual é o “preço” de uma amizade?
Quanto vale um familiar?

Somos pequenos “pedaços de madeira” perdidos neste “mar” a que chamamos sociedade, pedaços de madeira como aqueles que podem ser apanhados por qualquer pessoa numa praia, atirados, mal tratados, espezinhados, mas que também podem ser acarinhados, bem tratados, limados e polidos pelas mãos de quem soube dar “valor” e vê a beleza e o potencial que está por detrás desse pedaço de madeira…
Gosto de me ver como um “pedaço de madeira”, sendo assim, o resultado de tudo o que já passou e que o vai passando, algumas amolgadelas, muitos golpes e feridas q.b., mas também limado, consertado, polido e até mesmo transformado numa bela caixa que apesar de ter algumas arestas, defeitos, falhas por limar e algumas imperfeições, guarda muito “valor” lá dentro.