segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Fora de Moda....

Se não estivesse tão fora de moda...
Falaria de Amor. Daquele amor sincero, olhos nos olhos, frio no coração, aquela dorzinha amorosa de ter muito medo de perder tudo...
Daqueles momentos que só quem já amou um dia conhece bem...
Daquela vontade de repartir, de conquistar todas as coisas, mas não para retê-las no egoísmo material da posse, mas para doá-las no sentimento nobre de amar.

Se não estivesse tão fora de moda...
Falaria de Sinceridade.
Aquele negócio antigo de Fidelidade; Respeito mútuo e aquelas coisas que deixaram de ter valor!
Aquela sensação que embriaga mais que a bebida; que é ter, numa pessoa só, a soma de tudo que às vezes procuramos em muitas...
A admiração pelas virtudes e a aceitação dos defeitos, mas, sobretudo, o respeito pela individualidade, que até julgamos que nos pertence, mas que cada um tem o direito de possuir...

Se não estivesse tão fora de moda...
Falaria em Amizade.
Na amizade que deve existir entre duas pessoas( no mínimo ) que se querem bem...
O apoio, o interesse, a solidariedade de um pelas coisas do outro e vice-versa.
A união além dos sentimentos, a dedicação de compreender para depois gostar...

Se não estivesse tão fora de moda...
Falaria em Família.
Sim...Família!
Essa instituição que ultimamente vive a beira da falência, sofrendo contínuas e violentas agressões. Pai, Mãe, Irmãos, Irmãs, Filhos, Lar...
Aquele bem maior de ter uma comunidade unida, pelos laços sanguíneos e protegidas pelas benções divinas. Um canto de paz no mundo, o aconchego da morada, a fonte de descanso e a renovação das energias...
E depois, iria até, quem sabe, falar algo como... a Felicidade.
Mas é uma pena que a felicidade, como tudo mais, há muito tempo já esteja tão fora de moda e tenha dado seu lugar aos modismos da civilização...
Ás vezes não tem mal ser fora de moda, eu acho que ser fora de moda é ser diferente!
Infelizmente, sou dos poucos que pensa assim...

1 comentário:

  1. Ainda bem que tens cara.
    E não, não foi confusão minha, Luís. Tu fizeste-me crer que eras quem não eras.
    Tudo bem.
    Agora já sei quem és. :)

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